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De início, o nome pode até assustar, mas a realidade é que as debêntures têm ganhado cada vez mais espaço entre os investidores brasileiros e, por diversas vezes, se mostrado uma boa opção de investimento.

Neste post, iremos te ajudar a entender as características que fazem deste ativo uma boa opção, como funciona e quando é realmente uma vantagem optar por ele.

Vamos lá?

Boa leitura!

O que são Debêntures?

As debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas com o objetivo de viabilizar negócios ou ações.

Como muitos outros tipos de investimento, ela é uma espécie de empréstimo feito pelo investidor à empresa que emitiu aquele título. Ao resgatar o valor investido, ele recebe uma correção baseada no contrato feito no momento da compra do ativo. 

Quais são os tipos de Debênture?

Normalmente as debêntures são divididas em alguns tipos: 

  • Debêntures Incentivadas: recebem um incentivo fiscal do governo e esse benefício chega ao investidor através da isenção de Imposto de Renda e do IOF. Normalmente, o incentivo é dado por se tratar de títulos que visam viabilizar obras de infraestrutura, como rodovias, por exemplo.
  • Debêntures Comuns: neste caso, existe a cobrança de impostos do investidor. O imposto tem como base o rendimento (e não o valor total do investimento), sendo cobrado de forma regressiva (maior tempo de investimento significa menor incidência do Imposto de Renda).
  • Debêntures Conversíveis: são ativos que podem ser convertidos em ações da empresa que emitiu os títulos.
  • Debêntures Simples: são, basicamente, o oposto das conversíveis. Esses são os títulos que não permitem a conversão em ações da empresa emissora.

Rentabilidade e Rendimento

A rentabilidade das debêntures sofre influência de uma série de fatores, como o prazo dado para a finalização do contrato ou o risco do investimento.

Por ser um título de crédito privado, algumas taxas de rentabilidade também podem ser interessantes, principalmente quando comparadas a títulos como o Tesouro Direto que são emitidos pelo governo. 

Já em relação ao rendimento, as debêntures são divididas em três categorias: as prefixadas, as pós-fixadas e as híbridas. Veja abaixo algumas características dos três tipos:

  • Prefixadas: usam como base de rendimento uma taxa estabelecida no momento em que a aplicação é feita, permitindo que o investidor saiba exatamente quanto o seu dinheiro irá render ao final do contrato. Por exemplo: rendimento = 10% ao mês.
  • Pós-fixadas: são baseadas em um indicador do mercado, como o CDI, o que faz com que o investidor só saiba quanto seu dinheiro rendeu no final do contrato.
  • Híbridas: são títulos que, além de ter uma taxa de rendimento pré-estabelecida, também estão atrelados a indicadores do mercado. Por exemplo: IPCA + 5%.

Vantagens, desvantagens e riscos

As debêntures são uma ótima forma de um investidor conseguir variar a sua carteira de investimentos. Os títulos são emitidos por empresas de diversos tipos e com objetivos variados, permitindo assim que o investidor consiga diversificar suas aplicações em renda fixa.

Outra vantagem é que, como falamos acima, ela pode ter taxas de rentabilidade superiores a outros investimentos de renda fixa por ser um investimento em crédito privado.

Já em relação aos riscos, o principal ponto a ser comentado é que as debêntures - ao contrário de investimentos como o CDB - não são seguradas pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Além disso, o principal risco para o investidor é o risco de crédito, ou seja, risco de a empresa não conseguir pagar a rentabilidade e não conseguir devolver o valor aplicado inicialmente.

Nesse ponto, o conselho é: sempre dedique um pouco de tempo pesquisando e, consequentemente, optando por empresas com uma boa saúde financeira, como forma de minimizar os risco de crédito.

Como funciona o resgate?

É possível resgatar o valor investido em debêntures tanto no final do período acordado no momento do investimento ou até mesmo antes desse período ser finalizado.

Antes de investir em debêntures, é importante fazer um bom planejamento, pois estamos lidando com investimentos majoritariamente voltados para o médio ou longo prazo.

Caso exista a necessidade de resgate do dinheiro antes do período acordado, o investidor terá que vender seu título. Essa operação será realizada a preço de mercado, podendo eventualmente causar prejuízo ao investidor, já que, em alguns casos, a venda no mercado secundário pode levar a um deságio. 

No caso do resgate, ao final do contrato, caso tenha obedecido todos os prazos e épocas acordadas no momento da contratação, o investidor pode ter seu pagamento feito em moeda e, nos casos das debêntures conversíveis, ainda existe a possibilidade de converter o valor final em ações da empresa emissora dos títulos.

Vale a pena investir em debêntures?

As debêntures podem, sim, ser ótimos investimentos, principalmente pela versatilidade dos ativos e por possibilitar uma boa variação na sua carteira. Mas quando falamos de investimento, a palavra chave é sempre adequação e com as debêntures não poderia ser diferente.

Existem diversos aspectos que devem ser avaliados antes de definir se o ativo é ou não uma boa opção para você. 

O primeiro é o seu próprio planejamento financeiro: debêntures são títulos que, como falamos anteriormente, são majoritariamente de longo ou médio prazo - o tempo médio para resgate é em torno de dois anos.

Se você não tem certeza de que poderá deixar esse dinheiro investido por “tanto tempo”, talvez seja melhor optar por um investimento que ofereça maior liquidez, por exemplo, já que para efetuar o resgate antes do prazo, o investidor deve vender seus papéis no mercado secundário. Essa operação é feita a valor de mercado e pode trazer prejuízos.

Enquanto isso, por outro lado, se você estiver disposto a cumprir com todo o tempo do contrato, as debêntures tendem a ter uma das rentabilidades mais relevantes entre os investimentos em renda fixa.

Outro fator a ser avaliado é a empresa que emite o papel. Conhecer o seu histórico e a sua solidez financeira, por exemplo, ajuda o investidor a minimizar riscos de crédito, ou seja: o risco de “tomar um calote” da empresa.

Uma das melhores maneiras de fazer essa avaliação é acompanhar o Rating da empresa, que nada mais é que uma nota dada por agências de classificação de risco de crédito mensurando a capacidade da emissora de honrar as suas dívidas. Quanto melhor o rating, menores são as chances de o investidor ser surpreendido no final do contrato.

Mesmo sendo uma modalidade de renda fixa, conte sempre com a orientação de especialistas, principalmente no início dos seus investimentos em debêntures.  

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