No Brasil, quando o assunto é segurança, a poupança ainda é o primeiro investimento que passa pela cabeça da maioria. Mas, com a queda dos juros nos últimos anos, essa aplicação tem perdido cada vez mais a atratividade. 

Portanto, é preciso procurar alternativas para aumentar os ganhos e há várias que permitem que você saia da poupança e mantenha a mesma segurança.

Veja, a seguir, por que você não deve deixar todo o seu dinheiro na poupança e conheça também algumas opções mais rentáveis e igualmente seguras!

Por que o investidor deve considerar sair da poupança? 

Basicamente porque a rentabilidade dessa aplicação é muito baixa. Nos últimos tempos, ela chega a perder para a inflação, o que faz com que você perca o seu poder de compra.

E como isso acontece?

A inflação nada mais é do que o aumento generalizado dos preços em um determinado período de tempo. Logo, quando o rendimento de um investimento é baixo, qualquer alta na inflação compromete o poder de compra do investidor.

No caso da poupança, em abril e maio deste ano aconteceu o pior cenário. Nos dois meses, o rendimento da aplicação foi de 0,22% contra uma inflação de 0,31% em abril e 0,38% em maio. 

Como é possível perceber, não dá para manter todo o dinheiro na poupança sem ter perdas causadas pela inflação. Isso sem falar do quanto o poupador deixa de ganhar em outros investimentos.

E quais as opções a este investimento?

Mesmo para o investidor mais conservador, que não abre mão da renda fixa, há opções simples, seguras e rentáveis para que saia da poupança. Vejamos as mais conhecidas: 

Tesouro Direto

Tão seguro quanto a poupança e mais rentável, o Tesouro Direto é uma ótima alternativa tanto para o curto quanto para o longo prazo. 

Ao aplicar nessa modalidade, você empresta dinheiro para o governo. Os recursos captados através do Tesouro são investidos em gastos públicos, necessários para manter o funcionamento do país. 

Outra grande vantagem dessa aplicação é a facilidade de acesso. Qualquer um pode investir no Tesouro Direto, mesmo sem ter conta em banco. Basta o cadastro em uma corretora. 

Além disso, o valor inicial necessário é de R$30, o que possibilita o acesso a vários pequenos investidores.

O rendimento dos títulos do Tesouro pode ser pré ou pós-fixado, o que será definido pelo investidor no momento da contratação. Sua tributação obedece a tabela regressiva do imposto de renda, com alíquotas entre 22,5% e 15%, dependendo do prazo da aplicação.  

CDBs

Certificados de Depósitos Bancários são títulos emitidos pelos bancos para captação de recursos. Assim como o Tesouro, o CDB também possui liquidez diária e rentabilidade mais atrativa do que a da poupança.

Quanto à segurança, o CDB conta com o Fundo Garantidor de Crédito. Trata-se de uma proteção que traz segurança adicional ao investidor de títulos emitidos por instituições financeiras. O FGC é uma associação civil, sem fins lucrativos, formada por bancos comerciais para a proteção dos investidores. Permite recuperar até R$ 250 mil em até quatro instituições financeiras em caso de falência, intervenção ou liquidação (valor total de até R$ 1 milhão). 

Quanto à rentabilidade e tributação, os CDBs seguem as mesmas regras do Tesouro. Suas taxas podem ser pré ou pós-fixadas, e o IR também obedece a tabela regressiva.

LCIs e LCAs

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs) são títulos emitidos por banco semelhantes aos CDBs. Nas LCIs, os bancos captam recursos para o setor imobiliário e, nas LCAs, para o agronegócio.

Também possuem rentabilidade superior à da poupança e são garantidas pelo FGC, o que faz delas outra boa opção para que o investidor saia da poupança

Assim como títulos do Tesouro e CDBs, a rentabilidade da LCI e LCA também pode ser pré ou pós-fixada - o investidor define isto no momento da contratação do investimento.

Uma diferença importante entre esses títulos e os dois anteriores é a liquidez. Para que mantenham o rendimento acordado no início da aplicação, as LCIs e LCAs só podem ser resgatadas no vencimento. E, uma vez que essas operações são atreladas aos mercados imobiliários e do agronegócio, costumam ter prazos longos.

No entanto, se você não precisar dos recursos no curto prazo, vale a pena considerar esses papéis para diversificar seus investimentos. Além da boa rentabilidade, as LCIs e LCAs possuem isenção de imposto de renda.

Viu só como existem boas formas para que você saia da poupança com tranquilidade? 

Lembre-se, além de tudo, que poupança e investimentos podem coexistir. Mesmo que você deseje manter uma parte do dinheiro na poupança como reserva de emergência, investir a outra parte em produtos financeiros mais rentáveis é o primeiro passo para ter mais êxito com seus investimentos. 

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