O que são títulos prefixados do Tesouro Direto?

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O que são títulos prefixados do Tesouro Direto?

Valoriza previsibilidade e segurança? Descubra por que os títulos prefixados do Tesouro podem ser interessantes para você!

Uma das principais preocupações dos investidores é saber qual será seu retorno em um período específico. No entanto, nem sempre é possível conhecer a rentabilidade de forma clara e exata, já que diversos investimentos em renda fixa são atrelados a um indexador – como juros, inflação ou taxa de câmbio. Os títulos prefixados do Tesouro Direto, porém, são capazes de fornecer a possibilidade de uma “rentabilidade fixa”, literalmente.

Como os já mencionados indexadores variam ao longo do tempo, é praticamente impossível, no caso de títulos indexados e pós-fixados, conhecer qual será exatamente seu futuro rendimento já no momento da aplicação.

Porém, os títulos prefixados do Tesouro Direto são uma alternativa para quem valoriza a previsibilidade do rendimento. Neste artigo, você vai entender detalhadamente como esses ativos funcionam.

O que é o Tesouro Direto Prefixado?

Em primeiro lugar, é preciso entender que os títulos prefixados do Tesouro Direto apresentam uma rentabilidade definida no exato momento em que uma pessoa faz a aplicação.

Em outras palavras, o investidor pode saber, na data da compra, exatamente qual será o rendimento que conquistará quando o título vencer.

O Tesouro Prefixado é considerado como um investimento de renda fixa garantido pelo Governo Federal, uma vez que é emitido pelo Tesouro Nacional, através do programa Tesouro Direto. 

Conforme já explicamos neste outro artigo, o Tesouro Direto é um programa que visa democratizar e facilitar o acesso do investidor a títulos do governo brasileiro. Resumidamente, quando uma pessoa física compra um título público, passa a investir o próprio dinheiro na União.

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Rentabilidade do Tesouro Direto Prefixado

A taxa de rendimento dos títulos prefixados é definida no momento da compra, o que os diferenciam de outros títulos do Tesouro Direto com rentabilidade atrelada a indexadores variáveis, como a taxa Selic e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

No caso do Tesouro Direto com taxa prefixada, é uma aplicação recomendada para os investidores que creem que a taxa prefixada será maior do que a taxa básica de juros e a inflação vigente naquele mesmo período. Como explicamos, é um produto para quem não abre mão de segurança e previsibilidade.

Quais são os títulos do Tesouro Prefixado?

São dois os tipos de títulos do Tesouro Prefixado.

Como o próprio nome diz, o Tesouro Prefixado possui 100% de sua rentabilidade prefixada e determinada no momento da sua aplicação. Nos dias atuais, existem dois títulos em negociação: o Tesouro Prefixado 2023 e o Tesouro Prefixado 2026.

Também existe o Tesouro Prefixado com juros semestrais. Este ativo também apresenta rentabilidade determinada no momento do investimento, mas se destaca pela forma diferente como se dá o pagamento: a cada seis meses, o investidor recebe o pagamento dos juros.

Para quem se interessa por esta última modalidade, existe apenas um título em negociação atualmente: o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031.

Investir no Tesouro Direto é seguro?

Sim. O governo federal emite os títulos do Tesouro Direto e por isso é visto como a aplicação mais segura do mercado de investimentos.

A chance de não pagamento dos títulos é muito difícil, pois o pagamento da dívida pública é função indispensável do presidente da República.

Como existe essa forte garantia em sua origem, os títulos prefixados do Tesouro Direto não são assegurados pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), espécie de seguro que abraça outras aplicações, como os CDBs.

Por outro lado, é muito importante compreender que, caso o investidor resgate o investimento antes do vencimento do título, ficará suscetível à volatilidade de ativos, o que pode eventualmente provocar perdas.

Os títulos do Tesouro Direto possuem vencimento em datas pré-determinadas. No entanto, são investimentos com liquidez diária, o que significa que você pode resgatá-los antes do prazo final, se assim desejar.

Todavia, quando o investidor opta por renunciar a seus títulos antes do vencimento, acaba por revender os papéis no mercado secundário. O valor dos títulos é determinado pelas condições econômicas do momento desse repasse. O cálculo que determina essa quantia é conhecido como marcação a mercado.

Em termos práticos, a marcação a mercado determina quanto o investidor está determinado a pagar na compra de um título vendido por outro investidor. Ainda que não sejam indexados por indicadores, os títulos prefixados do Tesouro Direto também podem ser impactados pelos juros básicos.

Quando há uma queda de juros, torna-se mais fácil repassar seus títulos prefixados. Já quando há uma alta de juros, o investidor que decide se desfazer de seus ativos antes do prazo pode sofrer com um retorno menor do que o desejado.

Momentos de instabilidade política e econômica fazem com que seja difícil prever a trajetória dos juros e da inflação. A consequência pode ser uma penalização dos títulos prefixados do Tesouro Direto.

De toda forma, o investidor que “carregar” seu título prefixado até o vencimento receberá exatamente o valor acordado no momento da aplicação.

Custos

Já com relação aos custos, tributos e taxas para investimento no Tesouro Prefixado, é preciso salientar que o desconto de Imposto de Renda nesta situação é regressivo, sendo cobrado sobre o rendimento do papel, com os seguintes prazos:

  • 180 dias possui alíquota de 22,5%;
  • De 180 a 360 dias, a alíquota é de 20%;
  • Entre 360 e 720 dias, a alíquota é de 17,5%;
  • Depois de 720 dias, a alíquota é de 15%.

Com relação a custos, o investidor também deve saber que há 2 taxas cobradas no Tesouro Direto:

  • Taxa de Custódia da B3: taxa de 0,20% ao ano sobre o valor dos títulos referente ao serviço de guarda dos títulos na Bolsa. O valor é cobrado semestralmente (no primeiro dia útil de janeiro ou de julho) ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro. Essa taxa é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título. Para saber mais, consulte esta página do site da B3.
  • Taxa do agente de custódia: a Terra Investimentos oferece taxa zero para este tipo de operação, ou seja, não há custo de corretagem para investimentos no Tesouro Direto. De toda forma, outras instituições podem cobrar taxas de serviços acordadas com os investidores. Para conferir isto, basta consultar sua instituição ou esta seção do site do Tesouro Direto.

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Como investir no Tesouro Prefixado?

Para investir nos títulos do Tesouro Prefixado, é preciso possuir uma conta em uma corretora de investimentos ou banco autorizado. É possível conferir a relação completa de instituições financeiras habilitadas no site do Tesouro Direto.

Como falamos, na Terra Investimentos, você pode investir nos títulos do Tesouro Direto com taxa zero de corretagem. Para isto, basta abrir sua conta gratuitamente, transferir o valor que deseja investir da sua conta bancária para sua conta na Terra e selecionar o título do Tesouro mais adequado para seu perfil (no Portal do Cliente ou pelo app Terra Investimentos Digital).

Agora que você já entendeu sobre Títulos Prefixados do Tesouro Direto, que tal falar com um de nossos especialistas para esclarecer outras dúvidas sobre investimento? Basta preencher o formulário abaixo para que um especialista entre em contato com você!

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