Reuniões do Copom em 2024: confira o calendário

Tempo de leitura: 4 minutos

Imagem mostra reais em alusão às reuniões do Copom em 2024
Imagem mostra reais em alusão às reuniões do Copom em 2024

A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste ano ocorrerá nos dias 12 e 13 de dezembro, e o mercado já está de olho no calendário de reuniões do Copom em 2024.

De forma geral, a expectativa é de que, na próxima reunião, o colegiado mantenha o ritmo de corte dos juros em 0,5 ponto percentual. Se isso acontecer, a Selic chegará ao final de 2023 no patamar de 11,75% ao ano.

Em uma economia, o que acontece com a taxa de juros impacta não só o mercado financeiro, mas o bolso de toda a população. Desde uma simples ida ao supermercado ou ao posto de gasolina, passando por investimentos, financiamentos ou a utilização do cheque especial, tudo sofre o efeito das alterações dos juros, em maior ou menor grau. No conteúdo a seguir, além do calendário do Copom em 2024, falaremos mais sobre a relação da Selic com as suas finanças. Confira a leitura!

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Quando serão as reuniões do Copom em 2024?

A primeira reunião do Copom em 2024 acontecerá nos dias 30 e 31 de janeiro. A exemplo de anos anteriores, serão oito encontros do colegiado no ano que vem, sempre nas terças e quartas-feiras, nas seguintes datas:

  • – 30 e 31 de janeiro
  • – 19 e 20 de março;
  • – 7 e 8 de maio;
  • – 18 e 19 de junho;
  • – 30 e 31 de julho;
  • – 17 e 18 de setembro;
  • – 5 e 6 de novembro;
  • – 10 e 11 de dezembro.

A divulgação da Selic costuma ocorrer após as 18h do segundo dia de reunião. Já a ata do colegiado costuma sair sempre na terça-feira da semana seguinte à reunião.

O que é e o que faz o Copom?

O Copom é um órgão do Banco Central criado em 1996 para funcionar de forma semelhante ao norte-americano FOMC (Federal Open Market Committee) A sua atuação está diretamente ligada ao sistema de metas de inflação – conjunto de procedimentos que servem para garantir a estabilidade de preços no país.

No Brasil, as metas de inflação são definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelo Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento e presidente do Banco Central. Por sua vez, o Banco Central tem a responsabilidade de garantir o cumprimento dessas metas, e é aí que entra o Copom, para deliberar sobre a taxa Selic, principal instrumento de política monetária para o controle da inflação.

Além do presidente do Banco Central, participam das reuniões do Copom os membros da diretoria colegiada e chefes de alguns departamentos da entidade. No primeiro dia de reunião, são apresentadas informações sobre o cenário macroeconômico, como dados de inflação, balanço de pagamentos, câmbio, política fiscal, entre outros. No segundo dia, os participantes da reunião avaliam todos esses dados e discutem sobre as ações necessárias diante do cenário apresentado. Por fim, cada membro toma sua decisão sobre o que julga correto em relação aos juros.

(Fonte: site Banco Central do Brasil)

Ao final do último dia de reunião, depois do fechamento do mercado, o Copom divulga os motivos que levaram à decisão pelo aumento, corte ou manutenção da Selic. Além disso, normalmente existe uma sinalização sobre o que será deliberado no próximo encontro, por isso o mercado acompanha com tanta atenção o dia de divulgação da Selic.

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Por que é importante acompanhar a Selic?

Como vimos, a Selic influencia tudo o que está relacionado com nossas finanças, mesmo que indiretamente, pois ela é a principal ferramenta de política monetária no controle da inflação.

É fácil entender como isso funciona. Em momentos de prosperidade, quando as empresas têm bons resultados e a população está empregada e com bons salários, é natural que ocorra aumento no consumo. Isso é bom para a economia, pois com as pessoas gastando mais, as empresas aumentam a produção, as vendas e, consequentemente, os lucros crescem.

Porém, se a demanda continua crescendo acima do aumento da produção, os preços podem aumentar demais e sair do controle. Em situações como essas, o governo aumenta a taxa Selic, o que torna o dinheiro mais caro e arrefece o ânimo para o consumo. Por outro lado, quando o contrário acontece, ou seja, quando a economia está retraída e precisa de um impulso, o corte dos juros pode estimular o consumo.

Em outras palavras, ao definir o rumo da Selic, o governo regula o custo do dinheiro e consegue calibrar a economia, impulsionando ou arrefecendo a atividade a depender do contexto. E quem faz isso é o Copom, em cada um dos oito encontros que realiza a cada ano. É por isso que essas reuniões são tão aguardadas e repercutem não só no mercado financeiro, mas na economia como um todo.

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