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Custos do CDB: entenda as taxas e impostos que incidem sobre o título

Você conhece os custos do CDB? A seguir, entenda como funciona o IOF e o Imposto de Renda sobre este título de renda fixa

Entender os custos do CDB é muito importante para você conhecer a rentabilidade da aplicação.

Quando você, investidor, está à procura de um ativo para aplicar seu dinheiro uma das primeiras características que analisa é a rentabilidade, certo? Este é um fator importante, assim como o prazo de resgate e o emissor do título. Mas há outros fatores que devem ser analisados e que envolvem custos que impactam diretamente no seu resultado líquido na hora de receber de volta o dinheiro investido.

Pensando nisso, falaremos a seguir sobre todos os custos do CDB. Continue a leitura e confira a seguir!

Afinal, quais os custos do CDB?

Cada instituição financeira pode cobrar taxas diferentes na hora de investir. A taxa de custódia é uma delas. Algumas instituições aplicam uma taxa mensal (ou até anual) para manter seu CDB na conta, mas outras não cobram essa taxa dos investidores. Nos bancos é comum também existir a taxa de administração. Por isso, fique atento aos detalhes de cada ativo na hora de escolher seu investimento.

Além do momento de comprar o CDB, você deve ficar de olho em impostos e taxas que serão cobradas na hora de você resgatar seu dinheiro, como o IOF e o Imposto de Renda.

Mas antes de falar dele, vamos detalhar dois conceitos importantes que você deve entender para conseguir visualizar a real rentabilidade do seu investimento.

  • Rendimento bruto: é o resultado de uma aplicação financeira sem nenhum desconto, como taxas ou impostos.
  • Rendimento líquido: é o resultado da aplicação com o desconto de taxas ou impostos. Ou seja, é o real valor que irá cair na sua conta.

Ou seja, quando você vê por aí CDB com 150% de rendimento do CDI ou um CDB com rentabilidade pré-fixada de 10% atente-se para calcular o rendimento líquido ao fim do prazo estipulado, com os descontos de taxas e impostos.

Importante lembrar que alguns bancos ou instituições financeiras podem cobrar valores mínimos para que um investidor adquira CDBs. Assim, há títulos que a aplicação mínima é de R$ 100, mas outros é de R$ 500, R$ 1.000 ou R$ 5.000.

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IOF: o imposto cobrado até 30 dias

O IOF, ou Imposto sobre Operações Financeiras, é um imposto que só é cobrado caso você faça o resgate do CDB em menos de 30 dias após a aplicação. Após esse período o investidor não precisará se preocupar com este encargo. Isso vale para todos os tipos de CDBs: pré-fixados, pós-fixados ou híbridos.

A alíquota do IOF é regressiva. Ou seja, quanto mais dias você deixar seu dinheiro aplicado, menos você pagará imposto – dentro deste prazo máximo de 30 dias. Assim, a alíquota começa em 96% para resgate no 1º dia e vai caindo progressivamente até chegar a 3% em 29 dias.

Mas atenção: o IOF só é aplicado sobre a rentabilidade do dinheiro que você investiu. Ou seja, caso você tenha investido, por exemplo, R$ 1.000 em um CDB que tenha rentabilidade de 11% ao ano, e você queira resgatá-lo 15 dias depois que aplicou, o IOF só será cobrado sobre a rentabilidade desses 15 dias que seu título recebeu.

Esse imposto federal foi criado para desestimular o resgate rápido do dinheiro, pois quando isso ocorre, a instituição financeira pode ficar com baixa liquidez para honrar seus compromissos. É um imposto que também existe em outros ativos, como o Tesouro Direto, por exemplo.

Assim, antes de decidir investir em um CDB, tenha a certeza de que você não irá mexer no dinheiro no período de um mês. Caso contrário, você deverá pagar IOF e a rentabilidade do título será prejudicada.

Imposto de Renda é regressivo

Todo CDB tem incidência de Imposto de Renda. A alíquota paga pelo investidor é regressiva, ou seja, quanto mais tempo você deixar o seu dinheiro investido, menos irá pagar de imposto sobre a rentabilidade.

Mas não se preocupe. Esse Imposto de Renda não precisa ser calculado por você. Na hora que você for resgatar um CDB na plataforma de investimentos da sua corretora de valores, o imposto já será calculado sobre os rendimentos acumulados e descontado automaticamente.

A tabela regressiva para os CDBs funciona da seguinte forma:

  • Aplicação até 180 dias: 22,5% de imposto
  • De 181 a 360 dias: 20% de imposto
  • De 361 a 720 dias: 17,5% de imposto
  • A partir de 721 dias: 15% de imposto

Assim como no caso do IOF, tente deixar seu dinheiro aplicado até o prazo de vencimento do título. Desta forma, você evita pagar um Imposto de Renda alto e a sua rentabilidade líquida será melhor.

Vale a pena investir em CDB?

Cada investidor tem objetivos diferentes, perfis diversos e momentos de vida financeira específicos. Baseado nisso, é preciso avaliar as vantagens e desvantagens de se investir em um CDB.

Este título bancário é uma boa forma de diversificar seu portfólio na renda fixa e que oferece rendimento superior ao da poupança, mas com o mesmo nível de segurança e liquidez. Afinal, na poupança você está emprestando seu dinheiro para um banco e o mesmo ocorre com um CDB.

Ao levar em conta as taxas e impostos que incidem sobre o CDB, você deve fazer as contas (ou usar comparadores de investimentos disponíveis na internet) para avaliar o que vale mais a pena.

Há, por exemplo, investimentos que não têm incidência de Imposto de Renda, como as LCIs, LCAs, os CRIs e CRAs, mas isso não quer dizer que eles terão necessariamente rentabilidades maiores. É preciso comparar todas as características de cada ativo para tomar as melhores decisões. Ou seja, não foque somente na rentabilidade do investimento, mas leve em consideração também fatores como prazo, segurança, valor mínimo para aplicar, entre outros.

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