Como funciona o consórcio? Conheça alguns dos principais aspectos da modalidade

Tempo de leitura: 4 minutos

Imagem mostra como funciona o consórcio de veículos
Imagem mostra como funciona o consórcio de veículos

Para quem deseja comprar um bem – como um carro, uma moto, ou até mesmo uma casa – e não dispõe de recursos próprios, um consórcio pode ser uma boa alternativa. Esse tipo de financiamento é baseado em grupos de pessoas, que se reúnem justamente com o objetivo de formar uma poupança comum para adquirir bens e serviços, com prestações que caibam no bolso dos participantes.

Embora a lógica do consórcio seja simples, há algumas peculiaridades que precisam ser bem entendidas na hora da contratação. Por exemplo, diversidade de prazos, contemplação por sorteio ou por lances, tudo isso é previsto pela modalidade, e entender esses e outros detalhes é importante para utilizar bem essa ferramenta de autofinanciamento.

Neste conteúdo, você saberá como funciona o consórcio e verá as respostas para algumas das perguntas mais frequentes sobre o produto. Continue a leitura e confira a seguir!

O que é e como funciona o consórcio?

O consórcio é um grupo de pessoas que se unem com a finalidade de adquirir um determinado bem ou serviço. Para isso, elas  contribuem com parcelas mensais que formarão fundo de recursos para a compra do bem ou serviço em questão.

 Para antecipar o recebimento do bem, o consorciado pode dar lances (veremos mais adiante como isso funciona). Mensalmente também é possível ser sorteado pela loteria federal (essa é a periodicidade mais comum nos consórcios) para determinar quem será contemplado. Depois de receber o valor do consórcio, o sorteado continuará pagando as parcelas até o final do prazo que foi contratado.  

O que é um grupo de consórcio?

O grupo de consórcio é uma reunião de pessoas físicas ou jurídicas que pagam parcelas para a formação de um fundo comum. Posteriormente, esses recursos serão utilizados para a aquisição do bem ou serviço que todos desejam obter.  

Tudo começa com a assinatura do contrato por parte do consorciado. A partir disso, a administradora tem 90 dias para formar os grupos. Caso não consiga encontrar o número suficiente de interessados, ela precisa devolver o dinheiro ao contratante acrescido dos juros de sua aplicação financeira.  

Também existe a possibilidade de que um interessado entre em um grupo já constituído (ou em andamento).  Isso pode acontecer de duas formas: quando existem cotas ainda não vendidas, ou quando um consorciado transfere sua cota a outro. No segundo caso, as condições de transferência devem estar previstas no contrato de adesão, podendo inclusive prever o pagamento de taxas.

O que são as assembleias?

Assembleias são reuniões dos membros dos grupos de consórcios. Elas podem ser ordinárias, para realizar sorteios e lances, ou extraordinárias, que é quando há algum assunto específico para ser discutido, como alguma mudança no prazo, no objeto do consórcio, ou outra relevante.  

No caso das ordinárias, a administradora deve prever antecipadamente a sua realização e distribuir um calendário com as datas ao grupo. Já as extraordinárias ocorrem sempre que há algo importante a ser discutido, e devem ser anunciadas com antecedência de oito dias.  

O que é lance?

O lance nada mais é do que um adiantamento de parcelas que o consorciado pode propor em assembleia para antecipar a sua contemplação. Nesse sentido, a lógica é a mesma de um leilão, ou seja, quem der o maior lance tem o direito de receber o bem, mesmo sem ter sido sorteado.  

Não existe um valor máximo para o lance, mas a administradora pode definir em contrato um valor mínimo para a oferta. Quem define os lances é a assembleia geral do consórcio, logo depois de realizados os sorteios. Isso porque a administradora precisa verificar o valor que sobrou no fundo, depois de deduzidos os créditos sorteados. Quando uma oferta vence, o lance é abatido do saldo devedor do consórcio, reduzindo a quantidade ou o valor das parcelas.  

Nos consórcios de imóveis, pode-se utilizar o saldo do FGTS para dar um lance, seja para completar o valor da carta de crédito ou para liquidar o total da dívida. Nesse sentido, as regras para a utilização do fundo são as mesmas definidas pela Caixa Econômica Federal.  

O que é lance embutido?

O lance embutido é quando se utiliza uma parte da carta de crédito para fazer a oferta. Vamos usar como exemplo um consórcio de imóvel, com carta de crédito no valor de R$ 100 mil. Digamos que um consorciado queira dar um lance de R$ 30 mil, mas não tem o dinheiro em mãos para isso. Nesse caso, ele pode deduzir os R$ 30 mil da carta de crédito, e receber a diferença (R$ 70 mil) na contemplação.   

Quem determina o percentual sujeito a lance embutido é a administradora, o qual pode variar de acordo com cada grupo, sendo de 20% a 30%.  

Quais os custos de um consórcio?

Os consórcios possuem uma taxa de administração, que, como o nome diz, serve para remunerar o trabalho da administradora, e varia de acordo com cada caso. Essa taxa é calculada sobre o valor do objeto do consórcio, dividida pelo prazo de duração do grupo e cobrada junto com as parcelas.   

A conta é bastante simples: Imagine que o preço do bem é R$ 50.000, a taxa de administração é de 12% e o prazo do consórcio é de 60 meses. Para encontrar o valor da taxa, basta multiplicar R$ 50.000 por 12%, e chegaremos a R$ 6.000. Com isso, sabemos que o custo deste consórcio é de R$ 56.000,00, logo, dividiremos esse valor por 60 meses e teremos uma parcela de R$ 933.

Se houver previsão no contrato, o consórcio também poderá cobrar valores destinados a um fundo de reserva e seguro. O fundo de reserva serve para cobrir eventual inadimplência ou insuficiência de recursos do fundo comum, despesas bancárias, contemplação por sorteio, entre outras situações. Se, no final do consórcio, esse fundo tiver saldo, ele será dividido entre todos os participantes, assim que o grupo for encerrado.  

Por fim, há casos em que se exige também seguro nos consórcios para cobrir determinadas eventualidades. Alguns exemplos são inadimplência por parte de quem perde o emprego, seguro prestamista no caso de morte do consorciado ou mesmo possíveis fraudes no grupo.

O consórcio sofre reajustes?

Sim. Tanto a carta de crédito quanto as parcelas do consórcio sofrem reajustes, de acordo com o índice estabelecido no contrato. No caso de veículos, a correção é feita com base na tabela do fabricante e também segue o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Já no caso de imóveis, o índice que corrige anualmente as parcelas é o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).  

Esse reajuste é necessário para que o consorciado não perca o poder de compra quando o preço do bem sobe. Lembrando que não há atualização retroativa para as parcelas já pagas, ou seja, somente os valores a pagar é que serão reajustados quando necessário 

Converse com um especialista

E então? Convencido sobre as vantagens do consórcio? Se você tem dúvidas, ou se deseja mais informações a respeito, saiba que a Terra Investimentos possui uma equipe de especialistas na área que pode lhe ajudar a encontrar o plano de consórcio mais adequado aos seus objetivos.

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