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Pânico na Bolsa: três formas de evitar que você passe por isso

As últimas semanas não têm sido positivas para as ações brasileiras, com uma forte queda na B3, que levou o Ibovespa para baixo do patamar histórico de 100.000 pontos – levando o pânico para muitos investidores. Sobre o assunto, conversamos com Eliz Sapucaia – psicóloga, economista e coordenadora de produtos na Terra Investimentos. A partir de sua experiência com o comportamento do investidor, Eliz nos trouxe excelentes dicas sobre como lidar (ou mesmo evitar) o pânico na Bolsa e não tomar decisões erradas ou precipitadas em relação aos investimentos. Nesse sentido, a economista destaca três principais pontos: o grau de conhecimento do investidor, em que fontes ela busca informações e a importância de auxílio profissional em determinados casos. Acompanhe a seguir com mais detalhes cada um desses pontos.

Grau de conhecimento do investidor

Para Eliz, muito do pânico na Bolsa ocorre pelo velho e conhecido “efeito manada” entre os investidores. Normalmente, isso acontece quando as decisões sobre os investimentos não foram tomadas com base em conhecimento apropriado. Ou seja, faltou ao investidor analisar indicadores financeiros das empresas, conhecer o mercado, entender o que está acontecendo na economia, e assim por diante.

“Por que entrei na empresa X? Qual era a minha expectativa de ganho? Essa expectativa continua? Se não, o que mudou desde que adquiri essas ações? Se você não souber responder a essas perguntas, acompanhará o efeito manada”, afirma Eliz.

Outro fator que agrava o efeito manada nos investimentos é a dificuldade que ainda temos em falar sobre dinheiro e planejamento financeiro no Brasil. Segundo a economista, estudo apontam que a educação financeira por aqui começou como dicas de investimentos, e ainda permanece nesse modelo.

“A única coisa que fizemos foi utilizar a tecnologia para poder continuar falando de investimentos como dicas, mas isso não é educação financeira. Esse é um forte agravante do efeito manada nos investimentos”, observa a economista.

Qualidade das fontes de informações sobre investimentos

Muitas vezes, a falta de conhecimento suficiente para tomar as melhores decisões faz com que os investidores recorram à fontes de informações pouco qualificadas.

Em 2020, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) estabeleceu normas que estabeleceram restrições à comunicação de blogueiros e magos dos investimentos. Mas, mesmo assim, ainda é grande o número de pessoas que recorrem a influencers para se aconselharem sobre suas finanças.

“O pior é que muita gente segue formadores de opinião sem se preocupar se essas pessoas têm formação apropriada para emitir opiniões sobre investimentos. E, de fato, muitos deles não têm”, alerta Eliz.

Além disso, algumas coisas são apresentadas ao investidor de maneira muito simplificada. Para Eliz, o grande risco é fazer parecer que o mercado é muito fácil, que qualquer um pode operar com mínimas informações.

“Por exemplo, a renda fixa não é toda igual. O investidor precisa saber que alguns títulos terão marcação a mercado, e entender o que isso significa. Dependendo do movimento que ele fizer, ele pode ter perdas, e isso precisa ser explicado por profissionais”, reforça a economista.

Auxílio profissional para investir

Outro ponto importante também é ter consciência de quanto de perda se consegue suportar com um investimento. Nesse sentido, a economista observa que uma das principais dificuldades dos investidores é a aversão à perda que, em alguns momentos, pode ocasionar prejuízos ainda maiores.

“Isso é típico do ser humano: a gente não gosta de perder. Muitas vezes, o investidor até pensa em sair de uma ação que está despencando, mas, pela aversão à perda, não consegue realizar o prejuízo”, observa Eliz.

Nessas horas, é preciso ter cuidado também com uma cilada que nosso cérebro costuma armar, chamada viés de confirmação. É mais ou menos o seguinte: em vez de buscarmos informações que permitam avaliar o perigo, preferimos basear nossas decisões em notícias otimistas, mesmo que pouco factíveis.

“Por exemplo, se tenho Magalu na carteira e ela está despencando, prefiro buscar no mercado algo que sinalize recuperação do que prognósticos pessimistas para o varejo, mesmo que esses últimos possam ser mais realistas. É assim que funciona o viés de confirmação”, explica a economista e psicóloga.

Por outro lado, tomar a decisão de realizar uma perda é muito mais fácil para quem não é dono do dinheiro. Nesse sentido, um profissional consegue ter o afastamento emocional necessário para definir o melhor momento de sair de um ativo, se for o caso.

Por isso, em momentos de pânico na Bolsa, contar com uma assessoria de investimentos é uma excelente forma de tomar as melhores decisões. Isso porque esses profissionais farão a avaliação do cenário e a readequação da sua carteira, caso seja preciso.

A primeira coisa que um assessor de investimentos fará é conhecer o seu perfil de investidor e os seus objetivos financeiros. Dessa forma, montará a melhor estratégia para o seu horizonte financeiro.

Você já tem uma assessoria de investimentos?

Durante a vida, ocorrem várias mudanças de planos e objetivos financeiros. Além disso, precisamos também acompanhar os movimentos da economia, para que nossa estratégia de investimentos seja sempre eficaz. O assessor de investimentos é o profissional que sempre acompanhará essas transformações. Dessa forma, você tem muito mais chances de ter sucesso em seu planejamento financeiro.

Que tal conhecer melhor a Terra Investimentos? Para isso, é só preencher o formulário abaixo, que um de nossos profissionais especializados fará contato com você em breve!


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