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BDRs: invista em empresas estrangeiras sem abrir conta no exterior

Investir em ativos internacionais não é tão complicado como muita gente pensa. Inclusive, dá para ter diversificação internacional sem precisar mandar o dinheiro para fora, e uma das formas de fazer isso é por meio dos BDRs.

Esses títulos estão disponíveis na bolsa brasileira e, aos poucos, tornam-se cada vez mais acessíveis aos investidores. Com os BDRs, você pode diversificar a sua carteira investindo em gigantes internacionais como Coca-Cola, Google, Apple, McDonald’s, Netflix, Amazon, e muitas outras.

Se você sabe da importância de diversificar os investimentos, continue a leitura e conheça mais essa alternativa.

O que são BDRs?

BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são títulos negociados na bolsa brasileira que representam ações de companhias estrangeiras. Quem adquire um BDR não está investindo nas ações dessas empresas, mas sim em títulos que representam esses papeis.

Isso porque as ações dessas companhias continuam lá fora. No entanto, elas ficam custodiadas em uma instituição financeira, para que possam dar lastro aos BDRs negociados no Brasil. Na sequência, veremos com mais detalhes como funciona esse processo.

Embora os BDRs acompanhem a variação das ações lá fora, eles não são considerados investimentos no exterior. Como vimos, a negociação desses títulos acontece no pregão da bolsa brasileira. Por isso, não é preciso ter conta no exterior para investir em um BDR.

Como funciona esse investimento

Para emitir um BDR, são necessárias duas instituições financeiras. A primeira delas – custodiante – fica no país que deu origem ao título. A segunda – emissora – é a que fica no Brasil e é responsável pela colocação do BDR no mercado brasileiro. Além disso, a custodiante também precisa garantir que o título tenha lastro na ação que ele representa.

Ambas as instituições – custodiante e emissora – devem estar em conformidade com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e com o Banco Central do Brasil.

Apesar de representarem ações de companhias estrangeiras, os BDRs se assemelham mais a um fundo de investimento em termos operacionais. Isso porque a instituição emissora monta um “pacote” com vária ações que adquire, e vende partes desse pacote a investidores, da mesma forma que ocorre com as cotas de um fundo.

Tipos de BDRs

De acordo com a sua origem, classificamos os BDRs como patrocinados ou não patrocinados.

No caso dos patrocinados, é quando a própria companhia estrangeira decide emitir títulos para comercializá-los no Brasil. Dessa forma, ela procura uma depositária brasileira para fazer todo o processo. Ou seja, colocar os papeis no nosso mercado, acompanhar o seu desempenho e garantir o lastro em ações.

De acordo com o tipo de distribuição e volume de informações necessárias, os BDRs patrocinados possuem três subdivisões, que são as seguintes:

– Nível I: não precisam do registro da companhia na CVM. Além disso, destinam-se a investidores qualificados (acima de R$ 1 milhão), instituições financeiras e agentes de investimentos, devidamente autorizados pela CVM.

– Níveis II e III: exigem registro da companhia emissora na CVM, e são mais acessíveis aos investidores locais.

Já os BDRs não patrocinados são os que não têm participação da companhia emissora na sua comercialização. Ou seja, é a depositária que oferta os títulos por conta própria no mercado nacional. No Brasil, a maioria dos BDRs são não patrocinados.

Códigos de negociação dos BDRs

Da mesma forma que as ações, os BDRs possuem códigos de negociação na bolsa. Esse código contém quatro letras, que identificam a empresa, e dois dígitos ao final, que indicam o nível do título e se ele é patrocinado ou não.

Os BDRs patrocinados nível I não possuem um número fixo no final. Já os nível II finalizam com o código 32, e os nível III terminam com o número 33. Por fim, os não patrocinados podem terminar com os números 34 ou 35.

Por exemplo, o código do BDR da Apple é AAPL34. Isso significa que ele faz parte da categoria dos não patrocinados. Os BDRs da Alphabet (Google) também são não patrocinados, e o código é GOGL35.

Dá para receber dividendos com BDRs?

Dá sim, mas isso dependerá da política de distribuição de lucros da empresa lá fora. Se a empresa normalmente distribui resultados aos seus acionistas, os BDRs também receberão esses lucros.

No entanto, é muito comum no mercado internacional algumas grandes companhias não distribuírem seus resultados. Nesse sentido, alguns exemplos são as gigantes da tecnologia, como Google, Amazon, Netflix, entre outras.

Quando a companhia distribui dividendos lá fora, os detentores de seus BDRs recebem os valores em reais no Brasil. Ou seja, não é preciso se preocupar com fechamento de câmbio, pois quem faz isso é a emissora do título. O valor que o investidor recebe já vem líquido de impostos e taxas da custodiante.

Mas atenção: diferentemente de ações e fundos imobiliários, incide Imposto de Renda sobre dividendos de BDRs. Dessa forma, assim que receber os valores, o investidor precisa pagar o tributo por meio do Carnê-Leão.

Empresas brasileiras também podem emitir BDRs

Se uma companhia brasileira fez IPO (oferta inicial de ações) no exterior, ela pode negociar BDRs na bolsa brasileira. Alguns exemplos são XP (XPBR31), PagSeguro (PAGS34), Nubank (NUBR33), que já possuem BDRs em negociação na B3.

Para as empresas, essa é mais uma fonte de captação de recursos, além de suas ações.

Vantagens e desvantagens desse investimento

Uma das principais vantagens dos BDRs é o acesso simplificado à diversificação internacional. Como vimos, não é preciso abrir conta no exterior para investir em companhias estrangeiras. Basta ter conta em uma instituição financeira que ofereça o investimento.

Outro ponto positivo é o fato desses títulos estarem sujeitos à tributação nacional. Isso porque as alíquotas nos EUA sobre ativos financeiros são bem mais altas do que no Brasil.

Por outro lado, o volume de BDRs negociados na bolsa ainda é relativamente baixo se comparado a outros ativos financeiros. Além disso, embora já existam mais de 900 BDRs disponíveis, a negociação é concentrada em poucos nomes. Logo, quem investe em um BDR com baixo volume de negociação, pode ter alguma dificuldade para negociá-lo posteriormente.

Além disso, é preciso lembrar que os BDRs estão expostos à variação cambial. Em tempos de valorização do dólar sobre o real, o investidor terá ganhos. Por outro lado, na situação oposta, a desvalorização também se refletirá nesses títulos.

E como investir em BDRs?

Antes de mais nada, é preciso saber que esses títulos são adequados para o perfil de investidor arrojado. Além das oscilações dos preços das ações lá fora, há também a exposição cambial que afeta o investimento.

Dito isso, para investir em BDRs basta ter conta em uma instituição financeira que ofereça o produto. Uma das carteiras recomendadas da Terra Investimentos é a de BDRs, elaborada mensalmente com as melhores recomendações para o período.

Para receber a Carteira de BDRs todos os meses em seu e-mail, é só abrir sua conta sem custo e em poucos instantes.

Tem alguma dúvida? 

Na Terra Investimentos, o atendimento é próximo e personalizado. Para saber mais sobre as vantagens de investir conosco, preencha o formulário a seguir:


 

 

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