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Ações defensivas: como atenuar a volatilidade da bolsa nos investimentos

Não é novidade para ninguém que a bolsa é um investimento de risco, e que é preciso nervos de aço para lidar com as turbulências do mercado financeiro. Porém, alguns investimentos têm oscilações menos acentuadas, e esse é o caso das ações defensivas.

Para quem já investe, ou está pensando em dar os primeiros passos na bolsa, é importante conhecer ações de setores defensivos. Isso porque elas podem equilibrar o risco da renda variável em momentos mais instáveis da economia.

Para saber quais são essas ações, continue a leitura a seguir.

O que são ações defensivas?

As ações defensivas são aquelas que pertencem aos setores não-cíclicos da economia, também chamados de defensivos. Por sua vez, os setores não-cíclicos são aqueles que fabricam bens ou prestam serviços considerados essenciais à população. Dessa forma, esses bens e serviços nunca deixam de ser consumidos mesmo em épocas de crises financeiras. E, consequentemente a empresas que atuam nesses segmentos conseguem manter desempenhos mais constantes, independentemente do momento da economia.

Por outro lado, os setores cíclicos são aqueles que sofrem os maiores impactos quando há solavancos na economia do país. Diferentemente dos setores defensivos, os cíclicos não oferecem bens e serviços de primeira necessidade. Logo, são os primeiros a sofrer em momentos de inflação alta, desemprego e instabilidades no mercado financeiro.

Basicamente, as empresas dos setores cíclicos surfam nas ondas de prosperidade econômica de forma geral. Ou seja, as ações desses segmentos acabam sendo mais valorizadas nos momentos de maior disposição para o consumo. Em contrapartida, as ações defensivas conseguem ser mais estáveis nas crises pois, teoricamente, as empresas possuem receitas e resultados mais regulares.

Exemplos de setores cíclicos e não-cíclicos

Como exemplos de setores cíclicos, temos os serviços que englobam lazer (hotelaria, aéreo, restaurantes, entre outros), a construção civil, a indústria automobilística, o varejo de vestuário, e assim por diante. Já os setores defensivos são os ligados a atividades imprescindíveis, como alimentação, saneamento, infraestrutura, saúde, educação, telecomunicações, financeiro, bens de capital, entre outros.

Aqui, é preciso chamar a atenção do investidor para dois pontos muito importantes. O primeiro deles é que existem graus de essencialidade diferentes mesmo entre as ações defensivas.

Por exemplo, em uma crise econômica, setores como o financeiro e o de bens de capital tendem a sofrer bem mais do que o de alimentação. Ou seja, antes de reduzir o consumo de alimentos, as pessoas deixam de utilizar serviços financeiros e as empresas reduzem investimentos. A mesma lógica se aplica ao setor de educação, cujas empresas tendem a apresentar resultados piores do que as de energia.

O segundo ponto a considerar é que o fato de uma ação ser defensiva não significa que ela não irá se desvalorizar em momentos de crises. Nesse caso, o que acontece é que, em períodos de turbulências econômicas, elas terão menos volatilidade do que as de consumo cíclico.

Mas, mesmo considerando essas peculiaridades, as ações defensivas são uma importante forma de proteger os investimentos em renda variável. das fortes oscilações do mercado. Como vimos, o setor não-cíclico é bem menos dependente do poder aquisitivo da população e, por isso, acaba sendo menos vulnerável também.

Setores defensivos e o pagamento de dividendos

Além de atenuar a volatilidade da carteira, as ações defensivas também são uma boa pedida para quem investe com o objetivo de receber dividendos.

Os setores não-cíclicos são mais consolidados na economia. Por isso, as empresas que atuam nesses segmentos já não precisam investir tanto na atividade quanto as de setores da nova economia, como tecnologia, por exemplo. E nem haveria tanto espaço para muitos investimentos, pois setores maduros têm potencial de crescimento limitado.

Com menor necessidade de investimentos, as empresas de setores defensivos acabam tendo mais sobra de caixa. Dessa forma, conseguem distribuir dividendos mais robustos aos acionistas.

E o que mais observar para escolher as melhores ações para a carteira?

Até aqui, entendemos o que são as ações defensivas e a importância do seu papel na carteira para atenuar as oscilações da bolsa. Porém, há outros aspectos que você precisa considerar na hora de selecionar os melhores papéis para a sua carteira. Veja a seguir algumas dicas:

Conheça e utilize os indicadores financeiros

Para investir em ações, você não precisa ser um expert em finanças ou contabilidade. No entanto, existem indicadores financeiros que é preciso conhecer para avaliar a saúde financeira das empresas e aspectos macroeconômicos.

Uma das ferramentas para isso é a análise fundamentalista, utilizada por investidores e analistas de mercado. Essa técnica procura entender as empresas a partir de aspectos internos – como situação financeira, resultados e governança – e aspectos ligados à macroeconomia.

Quanto mais indicadores financeiros e informações sobre a economia você considerar, mais segurança terá para escolher as melhores ações. Inclusive, você consegue identificar boas oportunidades de compra com os indicadores fundamentalistas.

Diversifique os setores e os mercados de atuação das empresas

Outro ponto importante para o sucesso da carteira de ações é a diversificação, tanto em relação aos setores quanto aos mercados de atuação das empresas.

Ao investir em companhias de diferentes segmentos, você consegue atenuar eventuais efeitos negativos de uma crise em determinado setor na sua carteira. Por exemplo, a alta dos juros pode ser bem ruim para empresas de construção civil, pois isso encarece obras e financiamentos imobiliários. Por outro lado, bancos se beneficiam de juros mais altos, e isso se reflete positivamente em suas ações.

Em relação ao mercado de atuação, quando você tem ações de empresas que atuam no comércio internacional, a sua carteira não fica totalmente suscetível à economia local. Além disso, você pode aproveitar momentos de oscilações do dólar. Por exemplo, exportadoras se beneficiam com a apreciação do dólar frente ao real. Da mesma forma, empresas que importam bens ou matérias-primas têm melhores resultados quando a nossa moeda se valoriza.

Logicamente, não há como prever os movimentos do câmbio. Mas se você investe em ações de empresas com atuação internacional, pode se beneficiar da alta ou da baixa do real.

Tenha cuidado para não pulverizar a sua carteira de ações

Diversificar os investimentos não é simplesmente adquirir uma grande quantidade de ativos. Quando há muitos títulos diferentes na carteira, fica difícil acompanhar a performance de todos eles. Além disso, se há muitos ativos diferentes, as variações positivas de cada um ficam diluídas e acabam não trazendo o efeito desejado.

Em outras palavras: tome cuidado para que a diversificação não seja excessiva e torne a sua carteira pulverizada.

Conte com uma assessoria especializada

Por fim, para investir com segurança e assertividade, um excelente caminho é contar com uma assessoria especializada.

Além de orientar os seus investimentos de acordo com seu perfil e objetivos financeiros, você pode ter acesso a carteiras recomendadas. Essas carteiras são criadas por equipes que acompanham a todo momento a economia e o mercado financeiro. Além disso,  são constantemente monitoradas por profissionais qualificados e, sempre que necessário, sofrem alterações periódicas.

Que tal saber mais a respeito? Preencha o formulário abaixo, e aguarde o contato da equipe de especialistas da Terra Investimentos!


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