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Saiba mais sobre os estágios do ramo do cafeeiro, a anatomia da cereja do café e as diferenças entre o café Arábica e o café Robusta.

Nos últimos posts da nossa blog série sobre o Café, já vimos um pouco sobre a origem histórica da bebida, sua trajetória da Etiópia até chegar ao Brasil e se tornar símbolo do nosso país.  Hoje vamos conhecer o lado botânico da commodity. 

BrasãoBrasão da República com seu ramo de café,
simbolizando a riqueza nacional que marcou a economia brasileira.

BandeiraA bandeira imperial, usada de 1822 a 1889,
foi inspiração para a atual bandeira nacional.

O café pertence à família botânica Rubiaceae, que tem cerca de 500 gêneros e mais de 6 mil espécies.  No entanto, em nossa blog série, falaremos especificamente sobre o gênero Coffea, que é o de maior importância econômica.

Tendo sua primeira descrição em meados do século 18, conforme a classificação chegamos às duas espécies mais importantes que são: Coffea arabica (café Arábica) e o Coffea canephora (café Robusta).  Além desses, também há outras duas espécies cultivadas em menor escala: o Coffea liberica (café Libérica) e o Coffea dewevrei (café Excelsa).

O Coffea arabica representa mais de 60% da produção mundial, sendo o Brasil o maior produtor. Já o Coffea canephora tem como maior produtor o Vietnã seguido pelo Brasil, em especial a região do Espírito Santo.

TabelaA seguir, vamos conhecer todos os estágios do ramo do cafeeiro e a anatomia da cereja do café:

Estágios

Escala

A Cereja do Café

Estrutura

Mas, afinal, qual é a diferença entre Arábica e Robusta (canephora)?

O Café Arábica (Coffea Arabica) possui uma complexidade de aromas e sabor mais adocicado, ligeiramente ácido com cerca de 1,2% de cafeína.

O clima, o solo e a altitude dos locais de cultivo influenciam muito na qualidade do grão produzido, ou seja, quanto mais alto, melhor.

A planta desse café é muito sensível e demanda muito cuidado e tratamentos intensos. São cultivados principalmente na América do Sul e América Central. Cafés com classificação gourmet são sempre 100% arábica e levam essa identificação.

Já a espécie Robusta (Coffea Canephora) tende a ser mais amargo e marcante, apresenta maior teor de cafeína (cerca de 2,2% – quase o dobro dos grãos tipo arábica).

É uma espécie mais resistente a pragas e doenças e, diferente do Arábica, não precisa necessariamente ser cultivado em regiões de alta altitude. Estas variantes fazem com que o Robusta tenha um custo de produção mais baixo. Esta espécie é bastante utilizada na produção do café solúvel, por conter mais sólidos solúveis no grão.

Os cafés tradicionais mais consumidos no Brasil, em sua grande maioria, são uma mistura (blend) destas duas espécies, o que muitas vezes acaba resultando em um café de qualidade razoável a um custo mais baixo quando comparado com os Cafés Especiais 100% Arábica.

Com os avanços tecnológicos e os investimentos de alguns produtores, já podemos encontrar cafés robusta/conilon com nomenclatura gourmet.

Confira os outros posts da série!

>> Você sabe de onde vem o café que está na sua xícara?
>> A história do café no Brasil
>> Da lavoura até o consumidor: conheça o caminho do café até você
>> Café Tradicional, Gourmet ou Especial: qual é o melhor e como preparar?

Panorama do mercado de café hoje, 27/11/2020

  • Mercado segue em movimento de alta na semana, em virtude da possibilidade das vacinas contra Covid poderem trazer de volta o consumo nos restaurantes e cafeterias;
  • Aspectos climáticos (poucas chuvas) no Brasil deverão afetar a produção para próxima safra, ajudando a elevar cotações;
  • Fundos no último relatório reverteram posição vendida e ficam comprados acima de 7 mil contratos;
  • Brasil segue como destaque entre países produtores de arábica na certificação de café para entrega na Bolsa de NY;
  • Feriado mais importante nos EUA (Thanksgiving) esvaziou mercado na quinta feira, 26/11. Já nesta sexta-feira, 27/11, mercado em NY abriu com forte alta após a divulgação de relatórios sobre quebra de safra brasileira.

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Luiz Fernando Monteiro é responsável pela Mesa Café na Terra Investimentos. Graduado em Administração de Empresas pela Unip e com MBA em Agronegócios pela ESALQ/USP, está no mercado financeiro com foco em commodities desde 2000. Atuou em diversas corretoras e bancos focado nos mercados de café no Brasil, Nova York e Londres, além de ter atuado em operações estruturadas e leilões governamentais.

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