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Magalu: é cedo demais para falar de uma “bolha”?

Um vídeo da Luiza Trajano chamando clientes para visitarem as lojas do Magazine Luiza (MGLU3) “o quanto antes” para conseguir um “carnêzinho gostoso” chamou a atenção da internet. No Twitter, muitos investidores chamaram a atenção para a tentativa “desesperada” da fundadora do Magalu de chamar o público para suas lojas – e casaram isso com o momento negativo das ações.

MGLU3 foi uma das histórias mais bonitas da bolsa brasileira nos últimos anos. Na base ajustada (depois dos desdobramentos e ajustes de preço que a empresa passou), os papéis da companhia subiram de R$ 0,03 no começo de 2016 para R$ 27,34 em novembro de 2020 (essa data vai ser importante mais para frente). Uma alta de incríveis 91.033% em quatro anos.

Esse aumento foi muito em linha com as expectativas. A Magalu é talvez um dos melhores exemplos da história brasileira de transformação digital. Partindo de lojas físicas e unindo a experiência com o digital no varejo, a companhia foi chamada de “Amazon Brasileira” e por muito tempo havia a sensação de que a gigante americana, maior empresa do mundo em várias métricas, não conseguiria competir no Brasil justamente por conta da Magalu.

Muito desse otimismo ruiu de lá para cá – como mostra a reação do público frente o pedido de Luiza Trajano. As ações caíram 93% do topo até a mínima. E nos últimos anos, talvez ainda mais agora, há uma questão interessante a respeito do caso: Magalu foi uma bolha?

A resposta é: pode até chamar de bolha, mas não é exatamente. “Esse movimento tem mais a ver com a expectativa de crescimento futuro. Quando isso se quebra, de uma maneira bastante rápida, devido ao choque da pandemia, queda da atividade, mudança na estrutura de consumo. Não é exatamente uma bolha, mas é um choque de atualização de expectativas”, afirma o analista-chefe da Terra, Régis Chinchila. “Chamar de bolha? Pode até ser. Mas houve uma revisão muito grande nas expectativas de resultados das varejistas”, salienta.

A revisão das expectativas: vilã da Magalu

Régis destaca que a Magalu não foi a única a sofrer essa atualização de expectativas, outras varejistas passaram por processos similares. Dois anos atrás, na época da máxima, as expectativas eram muito positivas para o varejo. “Os Banco Centrais cortaram os juros de maneira muito rápido, aqui chegamos a ter juros de 2%. E ainda aconteceu uma mudança cultural muito grande. Os especialistas afirmavam que ia demorar cerca de cinco anos para a transformação digital acontecer, e a pandemia acelerou bastante isso”, explica. “Lembrando que isso também tem um impacto bastante significativo em custos, com o desenvolvimento e construção de novos centros de distribuição”, diz.

E com a mudança do cenário, o mercado cortou as expectativas de crescimento para a empresa, o que fez as ações desabarem. “A mudança da taxa de juros mudou esse cenário. A reposição de estoques com dólar alto também prejudicou. E os investidores ainda mudaram a mão, saindo das varejistas e buscando mais commodities. Tudo isso colaborou para as quedas”, destaca.

O cenário não é exclusividade da empresa de Luiza Trajano. “Magalu está longe das máximas, e as expectativas se romperam. Isso foi um complicador”, diz. “Mas isso aconteceu com outras várias empresas de varejo, como Mercado Livre, Alibaba. E todas elas estão sofrendo com esses juros subindo muito rápido, e um problema de inflação ao redor do mundo”, mostra o analista-chefe da Terra.

A queda talvez ajude o investidor que aportar o dinheiro agora. “O preço da ação provavelmente está muito descontado neste momento, mas a volatilidade vai continuar pelos próximos meses. Não é um cenário tão simples, mas eu acredito que a Magalu tem condições para ir se recuperando ao longo do tempo, tem caixa saudável, recebíveis, elementos que levam a crer que ela deverá crescer. Expectativa de voltar para as máximas? Esquece, é muito complicado falar disso neste momento”, afirma o analista.

Mas o mercado está mais competitivo, e isso pode ser um problema significativo para a Magalu. “Tem a questão da concorrência. A Amazon não tinha entrado de uma maneira forte antes, as chinesas, como Shopee, Shein, elas olharam para cá como nunca antes e isso aumentou muito a concorrência, impactou o mercado e foi uma das razões das revisões de expectativa”, diz Régis.

A lição que fica é que se você apenas “ouviu falar” e ficou encantado com uma ação, é importante investir sempre com ajuda de quem entenda. “É importante ter um assessor de investimentos para não ver as ações encalharem na sua mão, serem pegos em uma mudança de cenário radical sem perceber. Para isso que servem as recomendações das áreas de research, que impede que você entre em um efeito manada injustificado na bolsa, tanto para cima quanto para baixa”, completa.

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