Mid caps: como reconhecer essas ações na bolsa de valores?

Tempo de leitura: 4 minutos

Imagem mostra investidora acompanhando os números das mid caps na bolsa
Imagem mostra investidora acompanhando os números das mid caps na bolsa

Na hora de investir em ações, um dos pontos importantes a conhecer é a capitalização de mercado das empresas. Sob esse critério, temos as mid caps, companhias de média capitalização comparadas a outras listadas na bolsa.

Nessa categoria, estão as empresas que já têm uma trajetória reconhecida no mercado. No entanto, ainda contam com espaço para ampliar os negócios e, talvez, tornarem-se lideres em seus setores de atuação. Por isso, o potencial de valorização dessas companhias pode trazer retornos interessantes para a carteira de ações.

Que tal saber mais sobre as mid caps? Então, continue a leitura e conheça as principais características desse tipo de ação.

O que são ações mid caps?

As mid caps fazem parte de uma classificação composta por três grupos de ações: as outras duas são as blue chips (ou large caps) e as small caps.

As blue chips são as gigantes da bolsa, as companhias mais tradicionais e que atuam nos setores mais consolidados da economia. Pelo fato de serem as mais conhecidas pelos investidores, essas empresas são as responsáveis pelos maiores volumes de negociações na bolsa.

Já as small caps são as companhias mais jovens e ainda não tão populares, e que, normalmente, atuam em setores também mais novos na economia. Isso faz com que seus títulos tenham mais volatilidade e sejam menos negociados em comparação às blue chips. No entanto, quando essas empresas vão bem e conseguem se consolidar no mercado, o investidor pode ter elevados ganhos com suas ações, principalmente se as comprou logo no início, com preços ainda bem baixos.

Por fim, as mid caps são justamente as companhias intermediárias, que já não são iniciantes mas ainda não alcançaram a estabilidade dos nomes mais fortes da bolsa.

Características das mid caps

Para ficar mais fácil identificar as mid caps na bolsa, selecionamos algumas características importantes dessas empresas. Acompanhe a seguir.

Potencial de valorização

Como vimos, as mid caps têm uma longa estrada a percorrer até que se tornem tão sólidas e estáveis quanto as blue chips. Por outro lado, já trilharam boa parte desse caminho, e estão à frente das small caps em relação à constância de resultados e participação de mercado.

Dessa forma, elas podem ser vistas com um meio termo para quem busca rentabilidade acima das gigantes, mas com risco teoricamente menor do que o das empresas mais jovens. Logo, podem ser uma boa alternativa para diversificação da carteira.

Capitalização de mercado

A capitalização de mercado de uma empresa representa o valor total de ações em circulação em determinado momento. O seu cálculo é feito multiplicando a quantidade de ações em circulação pelo preço de cada título.

Por exemplo, se uma empresa tiver 20 milhões de títulos em circulação e cada um deles for negociado a R$ 50, a sua capitalização de mercado será de R$ 1 bilhão. Embora esse valor não seja fixo, pois o preço de uma ação muda a cada dia, ele dá uma visão geral sobre o porte da empresa.

Na prática, não existe um valor rígido que defina a qual categoria as ações pertençam. De forma geral, o mercado classifica como mid caps as empresas com capitalização de mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 10 bilhões.

Volatilidade

Aqui, novamente podemos enxergar as mid caps em uma posição intermediária entre as blue chips e as small caps.

Normalmente, as empresas de capitalização média costumam ser mais sensíveis ao sobe e desce da bolsa do que as mais consolidadas. Isso significa que, em momentos de turbulência no mercado, os seus títulos tendem a apresentar mais volatilidade, o que se traduz em mais risco para o investidor.

Em contrapartida, se comparadas às small caps, as oscilações das mid caps costumam ser menores. Essa característica pode ajudar a manter o equilíbrio do portfólio, em termos de risco e rentabilidade.

Como escolher ações mid caps?

Agora que já conhecemos os principais atributos dessas ações, é hora de sabermos como escolher entre tantas alternativas disponíveis no mercado. Confira a seguir alguns dos principais pontos que selecionamos sobre o tema:

Analisar os indicadores fundamentalistas

Isso vale para qualquer empresa, independentemente de sua classificação. Para formar e manter uma carteira de ações que possa dar bons resultados, o mais importante é escolher negócios que tenham boas perspectivas. Ou seja, companhias com uma operação eficiente, boa governança, que atuem em setores promissores ou já consolidados, e assim por diante.

Nesse sentido, a análise fundamentalista é uma ferramenta bastante útil para o investidor. Isso porque ela combina a avaliação de indicadores financeiros e aspectos macroeconômicos – como inflação, juros, PIB e outros igualmente fundamentais para compreender o contexto da empresa.

Entender o momento da economia

Outro ponto importante é entender o que está acontecendo no cenário econômico, e como isso pode se refletir na performance das empresas.

Por exemplo, momentos de juros altos costumam não ser favoráveis para segmentos que não sejam de primeira necessidade. Com o dinheiro mais caro, a maioria das pessoas naturalmente reduz gastos, e isso atinge em cheio setores como vestuário, viagens, turismo, entre outros. Por outro lado, o setor financeiro pode ter bons ganhos nesses períodos, justamente com o aumento da receita por causa dos juros mais altos.

Lembrando que essa não é uma regra absoluta, pois mesmo empresas que atuam em segmentos favorecidos pelo momento podem ter maus resultados. Além disso, se houver desequilíbrios na economia, isso também pode trazer prejuízos, como a inadimplência dos bancos se o crédito ficar excessivamente caro.

Conhecer o setor de atuação

Como as mid caps ainda têm um bom espaço para crescer, é importante conhecer as perspectivas dos setores em que atuam. Mas essa análise não pode ser isolada, pois deve contemplar aspectos próprios das empresas. Isso porque muitas delas podem atuar em segmentos desafiadores, mas se estiverem bem preparadas para isso, há grandes chances de terem sucesso.

Comparar a empresa a seus principais concorrentes

Depois de entender os fundamentos da empresa e contextualizá-la no seu setor e momento da economia, já temos informações suficientes para compará-la a seus pares. Sua receita e resultados está em linha com a concorrência? Qual a sua participação de mercado? Quais as suas principais vantagens e fragilidades nesse comparativo? Todos esses aspectos também ajudam na decisão sobre as melhores mid caps para investir.

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