A Letra Financeira é um título de renda fixa muito semelhante ao CDB. Entenda como funciona.

Quando aplica em uma LF, o investidor empresta dinheiro ao banco em troca de um rendimento.  Entretanto, esse papel possui algumas peculiaridades que devem ser observadas.

Vejamos, a seguir, quais as características dessa aplicação e quando ela pode ser uma opção interessante para o investidor.

Rentabilidade das Letras Financeiras

As Letras Financeiras normalmente oferecem rentabilidade acima de outras modalidades de renda fixa. O rendimento costuma ser pós-fixado, atrelado ao CDI. No entanto, há também algumas que remuneram de forma prefixada, com taxa de juros especificada antes da aplicação.

Esses papéis ainda podem ser atrelados a um índice, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Nesse caso, o investimento estará seguro contra os efeitos da inflação.

Esses títulos também podem pagar juros semestrais. Nessa modalidade, porém, o investidor deve estar atento ao desconto do Imposto de Renda a cada seis meses. 

Risco

Em termos de riscos, há basicamente dois pontos importantes que merecem a atenção do investidor:

Cláusula de subordinação

As LFs podem ou não conter essa cláusula. Ela significa que, caso o banco tenha problemas financeiros, o investidor só receberá o valor investido depois da instituição pagar outros credores.

E por que optar por uma Letra Financeira subordinada?

A resposta é simples: a rentabilidade dos investimentos está diretamente associada ao risco. Logo, se o investidor tiver maior disposição ao risco, poderá se beneficiar de uma melhor remuneração.

Fundo Garantidor de Crédito

Diferentemente da poupança, CDB e outros títulos de renda fixa, as letras financeiras não contam com a garantia do FGC.

Esse fundo garante ao investidor proteção em caso de falência do banco em ativos cobertos no valor de até R$ 250 mil em até quatro instituições. 

Como a LF não conta com essa proteção, é muito importante que o investidor avalie a solidez do banco antes de adquirir esse papel. 

Prazo

As letras financeiras são emitidas pelo prazo mínimo de 2 anos (para as não subordinadas) ou de 5 anos (no caso das subordinadas). 

Diferentemente de um CDB, o investidor não tem a possibilidade de resgate parcial ou total antes do vencimento. Logo, esse título é um investimento adequado para a formação de reservas de longo prazo. 

Valor mínimo

Outro fator que influencia na boa rentabilidade desse título é o elevado valor mínimo inicial. A aplicação mínima em LF é de R$ 150 mil para as não subordinadas e R$ 300 mil para as subordinadas.

Tributação

A tributação da Letra Financeira é basicamente o Imposto de Renda em sua alíquota mínima, ou seja, 15% sobre os rendimentos para prazo a partir de 2 anos.

Confira a tabela regressiva do IR: 

 

Tabela_Terra

Quais as vantagens e desvantagens de investir em uma letra financeira?

Para investir numa LF, o investidor deve comparar as características desses títulos com outras aplicações de renda fixa.

Vejamos as vantagens e desvantagens dessa aplicação:

Vantagens

  • Rendimento acima da média de outros títulos de renda fixa;
  • Pode-se optar pelo recebimento de juros semestrais. Isso é interessante para o investidor que busca uma aplicação que proporciona entradas regulares de caixa;
  • O único imposto incidente é o IR e, como já mencionamos, a sua alíquota é a mínima de 15%.

Desvantagens

  • A exigência de aplicação mínima de R$ 150 mil ou R$ 300 mil (dependendo da classe) limita o acesso de pequenos investidores;
  • O prazo mínimo de 2 anos e a impossibilidade de resgate antecipado faz com que esse investimento seja interessante somente no longo prazo;
  • A falta de garantia do FGC expõe o investidor a maiores riscos.

E vale a pena investir numa LF?

Por sua rentabilidade, a letra financeira é uma excelente opção para diversificação de investimentos. 

Entretanto, ela é indicada somente para o longo prazo e para quem dispõe de um capital inicial elevado. Se não for esse o seu caso e se você estiver começando a investir, é interessante que conheça também outras aplicações. Além do CDB, o Tesouro Direto, as LCIs e LCAs são ótimas opções de renda fixa.

Outro ponto importante a ser considerado é o risco de crédito. Como não há garantia do FGC, é fundamental que o investidor tenha informações sobre a instituição financeira na qual deseja aplicar.

E então? Deu para conhecer a LF? Deixe aqui suas dúvidas e comentários ou contate a Terra Investimentos!

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