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ETFs: o que são e como investir nesses fundos?

Os ETFs são uma excelente forma de diversificar a carteira de modo mais acessível e sem precisar comprar diretamente os ativos. A seguir, entenda o que são e como funcionam os “fundos de índices” negociados na bolsa.

Você sabia que dá para ter uma carteira diversificada sem precisar gastar muito adquirindo diferentes ativos? Pois uma das formas mais fáceis e rápidas de conseguir isso é por meio dos ETFs.

No Brasil, esse investimento foi regulamentado em 2002. Porém, somente no final de 2020 é que se tornou mais popular, a partir de novas regras definidas pela CVM, que permitiu o acesso de pequenos investidores aos ETFs.

Que tal conhecer melhor esse investimento de renda variável? Então, continue a leitura e entenda o que são ETFs e de que forma você pode investir nesses fundos.

O que são ETFs?

A sigla ETF vem de Exchange Traded Funds (fundos negociados em bolsa na tradução literal). Basicamente, o objetivo de um ETF é replicar determinado índice ou ativo financeiro. Por isso, também costumam ser chamados de “fundos de índices”

Por exemplo, existem ETFs que replicam a performance de índices da bolsa brasileira, como o Ibovespa ou o IFIX, por exemplo. Nesse caso, o desempenho do fundo será semelhante aos índices que ele representa. Ou seja, é como se o investidor, ao comprar cotas desses ETFs, tivesse rentabilidade próxima às das ações que compõem o Ibovespa ou dos FIIs listados no IFIX.

Os fundos de índices foram criados pelo economista e investidor norte-americano John Bogle, em meados da década de 1980. Na ocasião, o objetivo do fundador do grupo Vanguard era reduzir os custos dos investimentos. Dessa forma, mais pessoas poderiam ter acesso ao mercado financeiro.

Segundo Bogle, era preferível pagar mais barato por um investimento que somente seguisse um índice ou ativo financeiro. Isso porque as taxas caras dos fundos de gestão passiva não traziam retornos compatíveis com esses custos.

Há época, houve muitas críticas às convicções do economista, principalmente em meio a gestores e defensores de fundos de gestão ativa. No entanto, o fato é que, rapidamente, os ETFs se tornaram populares em várias partes do mundo.

Características dos ETFs

A seguir, confira as principais características dos fundos de índices:
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Fácil diversificação da carteira

Se você deseja investir no mercado acionário, é bem mais fácil fazer isso com ETFs do que comprando ações diretamente.

Pense no seguinte: para montar uma carteira de ações, é preciso escolher cada título. Isso demanda tempo e, principalmente, conhecimento técnico para fazer uma seleção adequada. Por outro lado, se você adquirire cotas de um ETF, é como se estivesse investindo em diferentes ativos.

Outro ponto importante é que os ETFs, assim como outros fundos de investimento, possuem um gestor. Ou seja, há profissionais qualificados por trás da estratégia desses investimentos. Isso dá mais segurança principalmente a investidores iniciantes.

Acessibilidade para o investidor

As novas regras da CVM sobre ETFs, vigentes desde outubro de 2020, deram mais acessibilidade ao investimento. Isso porque passaram a permitir que investidores de varejo também pudessem negociar esses ativos. Até então, somente investidores qualificados tinham acesso aos fundos de índices.

Além disso, a CVM também diminuiu o lote mínimo de negociação, que passou de dez para uma unidade. Atualmente, é possível encontrar no mercado algumas cotas de ETFs a pouco mais de dez reais.

Custos menores

Voltando ao exemplo das ações, se você decide comprá-las diretamente, terá vários custos de corretagem na operação – terá esse custo na compra e na venda para cada ação. Por outro lado, no ETF você só terá essa corretagem uma única vez na compra e uma na venda. Há também a taxa de administração devida ao gestor do fundo, mas que você acaba não pagando diretamente (já que ele é descontado de dividendos e de um ajuste de preço ao longo do tempo). Ou seja, com menores custos, é possível ter mais diversificação do que adquirindo diretamente ações.

Internacionalização dos investimentos

Se você deseja diversificar a carteira em ativos internacionais, também pode utilizar um ETF para esse fim. Ou seja, é uma forma indireta de investir em moeda estrangeira sem precisar enviar recursos para fora do país

Isso porque há ETFs que replicam índices de bolsas internacionais, como NYSE ou Nasdaq, por exemplo. Outros, têm como objetivo acompanhar a economia de alguns países ou regiões, como os que seguem o MSCI (Morgan Stanley Capital International). Ou seja, é uma forma bem mais barata e direta de ter acesso a diferentes mercados mundiais.

Liquidez

Se compararmos a outros ativos mais conhecidos, os ETFs ainda são menos negociados no mercado brasileiro. Por isso, o investidor pode não conseguir vender as cotas sempre que desejar.

No entanto, nos últimos anos, têm crescido o número de investidores desses fundos. Logo, a sua liquidez também tende a melhorar com o tempo.

Tributação

Na venda de cotas com lucro, há incidência de 15% de Imposto de Renda na operação. Porém, essa alíquota pode chegar a 20% no day trade (compra e venda com lucro no mesmo dia).

Dividendos

Diferentemente de alguns investimentos de renda variável, como ações ou fundos imobiliários, os ETFs brasileiros não pagam dividendos. Não que isso seja proibido pelo mercado, pois a Instrução n° 359 da CVM, que regula o investimento, prevê que possa haver distribuição de resultados. É que, de forma geral, o mercado brasileiro adotou como prática comum o não pagamento de dividendos nos ETFs.

Mas o investidor não deve tomar esse fato como um ponto negativo para o investimento. Isso porque, quando uma empresa ou fundo imobiliário que fazem parte de um ETF distribui dividendos, os recursos passam a compor o patrimônio do fundo. Dessa forma, os investidores se beneficiam indiretamente desses dividendos, pois as cotas ficam mais valorizadas.

Leia também: Como investir para o longo prazo com a Carteira de Dividendos

Alguns dos principais ETFs da bolsa brasileira

BOVA11

O BOVA11 segue o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro. Ao investir nesse ETF, você se torna sócio de grandes companhias do país, como Petrobras, Vale, Ambev, Magazine Luiza, Embraer, entre outras.

SMAL11

Já o SMAL11 acompanha a rentabilidade do índice SMLL da bolsa brasileira. Por sua vez, esse índice representa o desempenho das small caps listadas na B3, que são as companhias de menor valor de capitalização de mercado.

Leia também: Small Caps: as pequenas brilhantes do mercado financeiro

IVVB11

O IVVB11 replica o S&P 500, principal índice da Nasdaq, a bolsa de tecnologia dos Estados Unidos. Empresas como Apple, Google, Meta (ex-Facebook), Netflix e Disney são algumas das que formam o S&P 500.

Como investir em ETFs?

Para investir nesses fundos, o primeiro passo é ter conta em uma corretora de valores. Dessa forma, você mesmo acessa o home broker e pode escolher os fundos de índices mais adequados ao seu perfil e objetivos de investimentos.

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