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Taxa Selic: o que é e como suas variações impactam seus investimentos?

Você já deve ter ouvido falar dela, mas hoje vai descobrir como a Selic é vital para sua vida financeira!

Se você é uma pessoa que acompanha as notícias do mercado financeiro, já deve estar ciente dos recentes

aumentos da Selic. Esta mudança marca o sétimo reajuste da taxa em 2021.

Atualmente, a Selic subiu para 9,25%, que é o maior patamar desde 2017. Esta mudança afetou de forma
significativa os investimentos de renda fixa, como é o caso do CDB. Por isso, os investidores estão revendo as suas carteiras de aplicações para aproveitar essa oportunidade de rentabilidade.

Se você tem interesse em saber como a Selic vai impactar as suas aplicações, continue lendo este post para
descobrir mais. Aproveite!

O que é a Selic?

A Selic é uma sigla que significa Sistema Especial de Liquidação de Custódia. Esta taxa é uma das principais do mercado financeiro brasileiro, cujo percentual é decidido pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

A cada 45 dias ocorre uma reunião na qual o comitê decide se a taxa vai diminuir, aumentar ou permanecer estável. Quando o Banco Central identifica a necessidade de controlar a inflação, é possível lançar mão desse recurso.

Como é considerada a taxa básica da economia brasileira, qualquer tipo de oscilação causa impacto em todas as taxas de juros do país. Assim, podemos sentir os efeitos do recente aumento nas taxas de juros de empréstimos, financiamentos e, acima de tudo, nas aplicações financeiras.

Tesouro Direto?

Além disso, não podemos deixar de explicar que a Selic também é o indexador de investimentos. Atualmente, existem duas opções do Tesouro Direto, cuja rentabilidade é determinada por esta taxa.

São eles: o Tesouro Selic com vencimento em 2024 e com vencimento em 2027. Se você já é um investidor do Tesouro, já deve conhecer como essa modalidade funciona. O diferencial do Tesouro Selic é a forma de calcular a rentabilidade, pois em caso de resgate antecipado, o investidor terá direito ao montante investido ajustado pelos juros acumulados no período.

Por isso, essa modalidade é apontada como uma ótima fonte para manter o seu dinheiro rendendo e também garantir a possibilidade de resgate imediato quando necessário. Inclusive, as operações de resgate passaram por uma modificação.

A B3 alterou o fluxo de modo que a liquidação ocorrerá em D+0, ou seja, o resgate acontecerá no mesmo dia nas solicitações realizadas até 13h. Essa é uma conquista importante para os investidores que, agora, contam com mais agilidade e eficiência para gerir seus recursos.

O que acontece quando a Selic está em alta

O objetivo do aumento da Selic é desacelerar a economia para conter a inflação.

Inflação

Se há a previsão de que a inflação continuará aumentando, o Banco Central pode usar a Selic como ferramenta de controle da inflação. O aumento da taxa desestimula o consumo, já que o crédito fica mais caro.

Empréstimos

Sob o ponto de vista da oferta de crédito, o aumento da Selic gera um aumento proporcional nas taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras. O objetivo é evitar a contratação de crédito, o que leva ao endividamento, e conter o volume de dinheiro circulando.

O que acontece quando cai?


A queda da Selic é uma prática planejada para aquecer a economia.

Inflação

A redução da Selic serve para incentivar a população a consumir mais e poupar menos. O objetivo é que esse aumento do consumo impacte positivamente os resultados da indústria, do comércio e do setor de serviços.

Esta é uma decisão que deve ser tomada com foco no equilíbrio, pois o consumo exagerado pode causar um aumento da procura e, assim, resultar na elevação dos preços.

Empréstimos

Quando a Selic atinge patamares mais baixos, os bancos sentem a confiança para reduzir as taxas de juros. Como resultado, o público tem acesso a crédito o que, por sua vez, incentiva o consumo de produtos e a contratação de serviços.

Como a Selic impacta os investimentos?

taxaselic_blogterrainvestimentosSe comparada com um ano atrás, a Selic teve uma alta significativa. Em 2020, a economia precisava de mais incentivos, por isso a decisão do Banco Central de fechar o ano com uma taxa de 2% fazia sentido.

Porém, enquanto o foco era a inflação, os investimentos em renda fixa sentiram o impacto negativamente. Estamos falando desde a famosa poupança até fundos de investimentos que têm a sua composição em renda fixa.

Quando a Selic está em baixa, os investimentos que usam essa taxa como indexador podem sofrer perdas. Isso ocorre porque desestimula a população a poupar e caso esse índice fique abaixo da inflação, o investidor também corre o risco de perder o poder de compra.

Por outro lado, quando a Selic está em alta, gera um efeito positivo para os investidores. É importante considerar que a maioria das aplicações em renda fixa está atrelada à taxa básica.

O investidor encontra LCs, LCIs, LCAs e, principalmente, CBDs cuja rentabilidade vai aumentar. Conforme falamos no início do artigo, em sua última atualização em 2021, a Selic subiu para 9,25%, o que é uma excelente notícia para quem investe em aplicações atreladas ao CDI.

Para explicar brevemente a relação entre o CDI e a Selic, é preciso entender alguns princípios. Vamos conhecê-los!

CDI x Selic

O CDI é a sigla de Certificado de Depósito Interbancário. É um título emitido por um banco para empréstimos junto a outra instituição financeira. Esses empréstimos têm uma finalidade muito específica, pois os bancos não podem fechar o dia com o caixa negativo, portanto devem ter acesso a este crédito.

Já nos investimentos, essa taxa corresponde ao rendimento dos títulos de renda fixa pós-fixados. Por fim, o CDI é uma taxa que tem relação com a Selic, pois os valores são bem próximos. Pode-se dizer que a oscilação da taxa básica puxa a oscilação do CDI.

Por que vale a pena investir em CDB?

Falando de taxa de juros e renda fixa, destacamos um produto de investimento interessante no momento: o CDB.

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Se você tem perfil de investidor conservador, os CDBs são uma boa pedida para garantir a rentabilidade e minimizar o risco de perdas. Por outro lado, investidores que se enquadram no perfil moderado e arrojado são beneficiados pela diversificação da sua carteira.

O objetivo é criar um equilíbrio entre o risco e a rentabilidade que o investidor busca nas suas aplicações. Esta é uma prática recomendada tanto para quem está construindo a reserva de emergência, como para quem deseja aumentar o seu patrimônio.

Vale destacar ainda que o CDB oferece uma versatilidade na alocação, já que há opções disponíveis para o curto, médio e longo prazo.

Ficou interessado nas vantagens do CDB? Vale conferir este outro artigo para saber mais sobre o Certificado de Depósito Bancário.

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