Prazos de cotização e liquidação: entenda como funciona o resgate dos fundos de investimento

Tempo de leitura: 4 minutos

Cotização e liquidação

Dependendo do tipo de investimento, nem sempre podemos contar com o dinheiro na conta assim que solicitamos o resgate dos recursos. Isso acontece por causa dos prazos de cotização e liquidação, que são diferentes em determinados fundos de investimento.

Esse é um dos aspectos importantes que você precisa observar na hora de escolher um fundo, e no conteúdo a seguir explicaremos como funcionam esses prazos. Continue a leitura e confira!

Cotização e liquidação nos fundos de investimento: o que isso significa?

A cotização e a liquidação são conceitos relacionados à liquidez do investimento, ou seja, à velocidade com a qual podemos contar com os recursos quando precisarmos.

O prazo de cotização de um fundo corresponde ao tempo que leva para que as cotas sejam transformadas em dinheiro à disposição do investidor. De acordo com o tipo de fundo, esse prazo pode ser mais longo ou mais curto, conforme veremos em seguida.

Já a liquidação é o período necessário para que os recursos fiquem efetivamente disponíveis para o saque. Isso pode coincidir com o último dia do prazo de cotização, ou ainda levar alguns dias até que o dinheiro seja creditado na conta do investidor.

Por fim, o resgate corresponde à soma dos prazos de cotização e liquidação, e é quando os recursos finalmente estão liberados na conta.

Como saber os prazos de cotização e liquidação dos fundos?

Se você já investe em fundos, provavelmente já se deparou com nomenclaturas como “D+0”, “D+15”, “D+30”, e assim por diante. Essas expressões nada mais são do que a indicação dos prazos de cotização e liquidação dos fundos de investimentos. Em outras palavras, elas mostram quanto tempo depois do pedido de resgate o dinheiro estará disponível para utilização.

Por exemplo, se você optar por um fundo D+0, a cotização ocorrerá no mesmo dia da liquidação. Isso significa que poderá contar com o dinheiro no mesmo dia que solicitar o resgate, respeitado o horário previsto no regulamento.

Já os fundos D+15, D+30, D+60 ou mais são aqueles que demandam mais tempo para a conversão das cotas em dinheiro na conta do investidor. Normalmente, esses fundos são os que investem em ativos mais voláteis – como ações, ativos internacionais, ou ouro, por exemplo – ou que também utilizam instrumentos financeiros mais sofisticados, como derivativos. Estratégias como essas fazem com que a liquidez dos fundos seja reduzida, e tudo isso deve estar descrito detalhadamente no regulamento de cada produto.

Por que existe essa diferença de prazos?

À primeira vista, pode parecer estranho não poder contar com o dinheiro imediatamente quando se precisa, não é mesmo? Mas saiba que isso não é simples burocracia, pois essas dão suporte à estratégia de investimento definida pelo gestor e, por isso, protegem os interesses dos cotistas.

Suponha que você tenha investido em um fundo de ações composto por títulos de diversas companhias listadas na bolsa. Tempos depois, solicitou o resgate de parte do investimentos quando a bolsa operava em queda. Se o fundo fosse D+0, o gestor teria que vender as suas cotas em um momento desfavorável, e você teria perdido com o resgate. Para tentar evitar situações como essa é que os fundos de ações costumam ter prazos de cotização e liquidação mais estendidos, justamente para que o gestor tenha mais tempo de negociar as cotas em um momento mais favorável. É claro que não há garantia de que ele conseguirá fazer isso, pois tudo dependerá da recuperação do mercado. Mas, ao menos, terá um prazo maior para tentar recuperar ou atenuar o prejuízo.

Os prazos de cotização e liquidação também servem para disciplinar a movimentação dos cotistas dentro do investimento. Dependendo do tipo de fundo, poderia ser desastroso de todo mundo pudesse resgatar suas cotas a qualquer momento, pois forçaria o gestor a vender os ativos em momentos desfavoráveis.

Afinal, como escolher o melhor prazo nos fundos de investimento?

É fundamental que os prazos de cotização, liquidação e resgate dos fundos estejam em linha com a estratégia de investimento definida para cada objetivo financeiro.

O primeiro passo de todo investidor é formar a reserva de emergência, que são os recursos necessários para dar suporte aos imprevistos financeiros. Nesse caso, é preciso optar por investimentos seguros e com liquidez diária ou imediata, como fundos D+0 ou D+1, pois nunca se sabe quando será preciso resgatar o dinheiro.

Com a reserva de emergência constituída, é hora de pensar na diversificação da carteira. Dependendo do prazo desejado para o investimento e da tolerância ao risco, já se pode contar com fundos mais arrojados e de resgates mais longos. Optar por prazos diferentes também é uma boa estratégia de diversificação.

Lembrando que todas essas características (perfil de risco, estratégia, prazos de cotização, liquidação e resgate, entre outras) devem estar especificadas no respectivo regulamento do fundo, que deve ser analisado detalhadamente na hora de investir.

Por fim, é importante também considerar os custos, como taxas e tributação. Em determinados fundos, a alíquota do Imposto de Renda sobre os rendimentos é regressiva de acordo com o prazo da aplicação, como nos fundos de renda fixa. Ou incide somente o percentual mínimo de 15% para qualquer prazo, como nos fundos de ações e ETFs.

No link abaixo, você pode conferir mais detalhes sobre todos os custos dos fundos de investimento:

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